O espectro entre 100 GHz e 3 THz é onde o 6G termina e o 7G começa — mas o limite não é arbitrário. Sub-terahertz (100–300 GHz) e terahertz completo (300 GHz–3 THz) diferem em física de propagação, viabilidade semicondutora e arquitetura de sistema de forma tão fundamental que representam eras de engenharia diferentes.
Fatos-chave
- Faixa sub-THz: 100–300 GHz — alvo do 3GPP para 6G
- Faixa THz completa: 300 GHz – 3 THz — fronteira de pesquisa para 7G
- Potência máxima em 300 GHz: ~10 mW (InP HBT)
- Taxa alvo: 6G: 100+ Gbps; 7G: 1+ Tbps por enlace
Física de propagação
A atenuação atmosférica em 100–300 GHz é gerenciável (1–10 dB/km). Acima de 300 GHz, linhas de absorção de vapor d'água criam picos superiores a 100 dB/km.
Realidade semicondutora
A potência de saída cai drasticamente com a frequência. A 300 GHz: ~10 mW. A 1 THz: mensurável apenas em laboratório. O desafio de escala de 28 GHz a 1 THz excede 10.000×.
Planos do 6G e visão do 7G
6G usa sub-THz como camada de capacidade (implantação densa, MIMO massivo, 100+ Gbps). 7G visa enlaces terabit, fusão comunicação-sensoriamento e nanorredes biomédicas.
Conclusão
Os 200 GHz separando sub-THz do THz completo representam um abismo de complexidade de engenharia que levará uma década para ser superado.